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sábado, 9 de outubro de 2010

Escolhas


Quando éramos pequenos, eu e meu irmão mais novo adorávamos ir votar com nossos pais. Eu entrava com minha mãe, ele entrava com meu pai, achávamos o máximo aquele papel cheio de quadrados em que era necessário marcar o "X". Eram outros tempos. Ainda não havia a democracia, não se votava para Presidente, se não fossem escolhidos todos os candidatos do mesmo partido o voto era anulado, entre outras coisas.


Mas os tempos mudaram. Veio a abertura política, o nosso título, a urna eletrônica. O que não mudou: contimuo adorando ir votar. Não vejo como uma obrigação. Acho que é uma oportunidade de (tentar) ajudar a melhorar nossa cidade, nosso estado, nosso país. Mesmo que nem sempre quem eu escolha seja eleito, pelo menos tenho a chance de mostar o que penso.
E escolher nem sempre é fácil, não só nas eleições, mas também na vida. Vivemos de escolhas o tempo todo, às vezes acertadas, outras não. O importante é ter a chance de mudar, para melhor.
E que venha o segundo turno!
Bom sábado, beijo
Célia


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Afobada, eu???

Na semana passada, o professor da natação disse que eu estava muito afobada, mandou parar fazer dez respirações, pensar nos movimentos e voltar a nadar, mais tranquila, para cansar menos e aproveitar mais. Pronto, uma nova luzinha acendeu. Afobada? Será que sou mesmo?

E, parando para pensar, sou sim. Quero fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas muitas vezes não consigo dar conta de tudo . Se tem algo para ser resolvido, quero resolver logo. Se alguém promete alguma coisa, quero ver o resultado da promessa logo. Se começo a ler um livro, quero ver logo o fim (na verdade, geralmente leio primeiro as últimas páginas). Começo a ler revistas sempre à partir do final. Se dependo de uma resposta para fazer alguma coisa, não sossego enquanto a resposta não vem.

Acho que a afobação também se confunde muito com ansiedade. E a luz que o professor fez acender me rendeu milhares de pensamentos. Se a aula de natação dura 45 minutos, porque vou fazer tudo rapidinho, se aqueles 45 minutos são só meus? Porque não fazer tudo um pouco mais devagar, e melhor? Porque não aproveitar mais os momentos bons? Tantos porquês, e tanta coisa para pensar e melhorar.

Boa semana,

Célia

domingo, 11 de julho de 2010

Luta pela vida.

Uma grande e querida amiga, batalhadora, de um coração imenso, de caráter único, está internada desde quinta numa UTI aqui em SP. De uma hora para outra, sem que ninguém esperasse. E ela esta sedada, entubada, lutando mais uma vez, mas agora, pela própria vida.
Peço a Deus que a proteja e permita com que ela possa se recuperar e voltar para casa o mais breve que foi permitido. E eu a tinha encontrado na quarta, conversamos, e estava tudo ok. Nessas horas, mais uma vez, eu me pergunto se isso não também não poderia acontecer com qualquer um de nos, e quantas vezes deixamos de fazer coisas boas, ou falar o que realmente sentimos, ou deixamos a vida passar pela gente, sem saber o que vai acontecer amanha? A vida passa tão, tão rápido, e temos que lembrar que alguns momentos muitas vezes são unicos, e temos que aproveitar as oportunidades que nos são dadas sempre para que possamos fazer o melhor, e para que também possamos ser alguém melhor.
Beijo,
Célia

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Se pudéssemos voltar ao começo ...Coldplay - The Scientist

Esse é eu dos videoclipes mais bonitos que já vi. Mas mais do que belas imagens e de uma linda musica, ele me faz pensar em milhares de coisas. Ali, ele volta para tentar reverter um momento que foi crucial para seu destino. E nós, temos a mesma chance? Ou precisamos cuidar do que falamos e do que fazemos para que o que vai acontecer ali na frente não prejudique a quem nos quer bem? Às vezes, temos atitudes impensadas, desferimos palavras duras, tomamos decisões sem medir consequências. E a vida vai seguindo, e só vamos perceber o que houve bem lá na frente... e teremos a chance de voltar ao começo?
Boa noite, bons sonhos.
Célia

terça-feira, 6 de julho de 2010

Discutindo a relação


Acho que todo mundo já deve ter passado por essa situação, mas hoje aconteceu de novo e eu, mais uma vez, fiquei sem saber o que fazer. Meus pais estão com 72 anos, e hoje estavam discutindo a relação. Cheguei por lá e primeiro ela veio falar, e depois foi ele. O pior é que cada um tem, a seu modo, razão. Mas ela quer que eu fale que ela tem razão, e ele também. E, enquanto eu tentava apaziguar um pouco as coisas, fazendo com que cada um visse o lado do outro, deixei de me sentir filha, e parecia mãe de duas crianças brigando. E por mais que conversasse, naquela hora, nada iria adiantar.
Tem coisas que a gente não aprende na escola, nem durante a vida. Só passando por isso para tentar entender e viver o outro lado. Já tinham me falado que essa inversão de papéis iria acontecer, mas eu vi que ainda não estava preparada. Preciso entendê-los melhor. Não posso tomar partido, para não chatear nenhum dos lados. E tenho que estar pronta para as próximas.
Beijo,
Célia

sábado, 3 de julho de 2010

Coisas que deixamos pelo caminho

O tempo foi passando, e fui deixando algumas coisas de lado. E me arrependo bastante disso. Negligenciei minha saúde, meu sono, minha alimentação e minha qualidade de vida, e estou correndo agora (espero que não seja tarde!) atrás do prejuízo.


Já comecei e parei de fazer academia umas quatro vezes. Sempre prometi a mim mesma que ia "pegar firme" e isso não durava mais que dois ou três meses. A justificativa da falta de tempo e do excesso de plantões caía como uma luva. Mas o nosso organismo não tolera as desculpas, e muitas vezes resolve cobrar com juros e correção todo o tormento que o fizemos passar. Ganhei bastante peso, as horas de sono diminuíram muito em qualidade, fico cansada com mais facilidade, entre outras coisas.


Chegada a hora do acerto de contas, resolvi entar em acordo com o corpo, e me matriculei na natação, que de todos os esportes é o que me deixa mais feliz. Fui fazer a avaliação física, e ... notei mais coisas que acabei deixando pelo caminho, e o corpo mais uma vez mostrou que se eu não me cuidar agora, ele vai cobrar ainda mais caro em pouco tempo. Estou totalmente fora de forma, sem condicionamento físico nenhum. A professora disse que em dois meses, praticando 2 vezes por semana, estarei no condicionamento antigo, e o fisiologista ressaltou ainda a importância da regularidade e de não abandonar os exercícios. Chegarei lá...

Bom sábado, beijo,

Célia

terça-feira, 29 de junho de 2010

"Respeito muito minhas lágrimas..."

Por diversas vezes, em situações de estresse muito, eu acabo caindo no choro. Ontem fiz isso, hoje também. Mesmo tentando lutar contra a situacão, parece que tudo se torna maior do que deve ser e o choro vem com força. Numa das inúmeras vezes em que isso aconteceu, cantaram essa música do Caetano para mim (na voz da Gal Costa). Nao parei de chorar, mas aprendi a respeitar tanto as lágrimas quanto as risadas, e a entender que as duas ainda vão andar muitas vezes de mãos dadas ao longo dos dias.